O dia que aprendi como a TÉCNICA pode atrapalhar o atendimento

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O dia que aprendi como a TÉCNICA pode atrapalhar o atendimento

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A verdade é que nas formações a gente aprende muita técnica, certo? Ok… nem sempre… mas a verdade é que, quando aprendemos uma técnica nos agarramos a ela como se ela fosse a nossa tábua de salvação… Ok… isso acontece mais no início da nossa prática… mas acontece.

E foi o que aconteceu comigo… afinal, sou igual a qualquer pessoa… não nasci sabendo e muito menos, não nasci com a sabedoria que a vida nos proporciona ao longo da estrada.

Tinha acabado de sair do forno (da graduação de Psicologia) cheia de si (não sei quanto à você, mas eu achava que era a fodona rsss) até levar a primeira cacetada da vida.

Ainda bem que, sou do tipo que aceito as cacetadas e busco aprender com elas… mas aquela me derrubou de um jeito que cheguei a duvidar se tinha nascido para ser psicóloga. Por um momento pensei em desistir…

Sempre fui aluna nota 10 e sempre recebi muitos elogios de minhas professoras e sempre tive dificuldade para absorver esses elogios (isso eu conto em outra oportunidade), mas no fundo, no fundo… a verdade verdadeira é que saí da faculdade achando que já era uma psicóloga de carteirinha… quanta ilusão rsss

Eis que estou à espera da primeira cliente que adentra pela porta com todos os sinais de muito sofrimento.

Começo seguindo o protocolo que aprendi na faculdade.
Faço aquelas perguntas iniciais e ela começa a responder em meio à jorrão de lágrimas.

Dou continuidade aplicando tuuuudo que havia aprendido na faculdade… af… quando me lembro disso, sinto uma dor no coração… e ainda hoje, continuo mentalmente, pedindo perdão à cliente que NÃO atendi naquele dia.

E por que digo que não atendi?

Por que eu estava APENAS aplicando as técnicas…

-E qual é o problema disso, Laura?

O problema??? O problema é que as TÉCNICAS estavam ocupando o lugar de importância. Eu estava conectada em ser a psicóloga fodona que aplica tuuuudo sem deixar nada de fora.

– E qual é o problema disso, Laura?

O problema??? O problema é que a PESSOA não foi o centro das minhas atenções… e quando isso acontece, não acontece a escuta necessária para um bom atendimento, percebe?

Não fiz por mal, lógico… mas cometi uma falha imensa.

Aprendi naquele dia que a técnica pode atrapalhar sim…

Aprendi naquele dia que mais importante do que a técnica é o encontro, o vínculo…

Por conta disso, daquele dia em diante, mergulhei no tema que até hoje me é muito caro… CONEXÃO.

De nada adianta aprender muitas técnicas se a conexão não for estabelecida e para estabelecer a conexão é preciso esquecer a técnica e se colocar disponível para o encontro.

Estude, conheça, aprimore mas nunca se esqueça que naquele momento é uma pessoa que está na sua frente entregando á você a confiança de suas dores… isso é muito mais importante do que qualquer técnica que você se disponha à aplicar… Olhe a pessoa… Sinta a pessoa… Escute a pessoa…

Se você for uma profissional responsável, tudo que você estuda já está dentro de você e será colocado à serviço de um bom atendimento.

Agora, me diz… você já levou cacetadas da vida que te ensinaram mais do que as aulas assistidas?

Ps: quanto à cliente NÃO atendida, ela nunca retornou e sei bem por que… Eu também não retornaria.

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