O dia que aprendi que sou uma MÃE DESNECESSÁRIA

Escola Matriz

O dia que aprendi que sou uma MÃE DESNECESSÁRIA

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Tenho duas filhas, Luisa de 31 anos e Paula de 24. Duas mulheres incríveis que me ensinaram a ser mãe.

Como a maioria das mulheres que se lançam no projeto da maternidade, eu também não aprendi como ser mãe, fui sendo… seguindo meus instintos e minhas intuições.

Por muitas vezes me vi sem saber o que fazer, fiz sem ter certeza e só pude perceber se fiz certo ou errado no andar da carruagem. Isso me causou muito sofrimento e muito sentimento de culpa. Quem nunca, né?

Hoje, olhando para trás consigo perceber que acertei mais do que errei. Ufa… que alívio!

Um dos maiores acertos que tive a sorte de viver, só descobri anos depois quando mergulhei nos estudos da Psicologia.

Observo em meus atendimentos em terapia, várias mulheres/mães que seguem a vida submetida à vontade dos filhos, anulando sua própria vida e no final, quando os filhos saem de casa, essas mulheres/mães entram num estado de sofrimento como se a vida tivesse chegado ao fim.

Quando esse tipo de coisa acontece é porque faltou um dos maiores aprendizados da maternidade que, lamentavelmente, ninguém ensina.

Lembro do dia que aprendi sobre isso. Foi numa aula de Psicologia… a professora falou duas expressões que ficaram gravadas na minha mente e determinou o rumo da minha função materna.

Mãe SUFICIENTEMENTE BOA – Mãe DESNECESSÁRIA

Quando escutei levei um choque… Como ninguém nunca me falou sobre isso? Como eu poderia adivinhar que essas expressões são fundamentais para o exercício saudável da função materna?

Foi como se um mundo novo surgisse bem ali na minha frente.

Você já escutou alguém falar sobre isso? Sabe o que significa?

Se a sua resposta foi negativa, vamos lá… precisamos falar sobre esse assunto porque ele pode salvar a sua vida, a vida de seus filhos e, principalmente, garantir uma relação saudável entre mãe e filho.

A mãe suficientemente boa é aquela que atende a necessidades do filho levando em consideração que esse filho precisa aprender a ser independente da mãe.

Você precisa ensinar seu filho a se virar na vida e se você continua atendendo a todas as necessidades do seu filho abafando a capacidade dele de agir por conta própria, você estará criando um filho adoecido e estará se tornando uma mãe adoecida.

Pode parecer forte, mas não dá para dourar a pílula. Precisamos de jogo aberto, afinal, trata-se da sua vida e da vida de seu filho.

Existem muitas mães que permanecem no lugar de cuidadora full time  de filhos adultos e isso não é nada bom. Nessa condição o filho não cresce, não amadurece e na maior parte das vezes não sai de casa e continua por tempo indeterminado, sugando sua mãe.

É preciso ser uma mãe suficientemente boa, aquela que ensina o filho a se cuidar para um dia ele ter maturidade suficiente para seguir a sua vida.

Quando o filho cresce, amadurece e constrói seu próprio caminho algo incrível acontece e deve ser vivido com muita celebração… nasce a mãe DESNECESSÁRIA.

É nesse lugar que você precisa chegar. Você só é uma mãe necessária durante o período em que seu filho não tem condições de viver a sua vida de forma independente.

É bom lembrar que cabe a você ensinar seu filho a viver a vida dele… se você não sai de cena e continua fazendo tudo por ele, é natural que seu filho continue dependente, certo?

Ser independente dá trabalho e se ele perceber que você está disposta à abrir mão da sua vida para cuidar da vida dele, por que ele faria esforço para se virar sozinho?

Seja uma MÃE DESNECESSÁRIA! Isso é imperativo para garantir a saúde da relação mãe e filho.

Sabe por que é tão difícil ocupar esse lugar? Porque ser uma mãe desnecessária faz sobrar tempo para cuidar da sua própria vida e muitas mães preferem se agarrar à vida dos filhos para não ter que dar conta de seus próprios problemas.

Deixe seu filho seguir adiante e trate de viver a sua vida.

Sua FUNÇÃO MULHER vai muito mais além da sua FUNÇÃO MÃE.

Aquela aula de Psicologia foi um divisor de águas na minha função materna e isso me ajudou a deixar minhas filhas seguirem com seus erros e acertos… Elas vivem a vida delas e eu vivo a minha… nos encontramos na relação que foi possível se construir de forma saudável.  

Faz sentido pra você?

Laura Cavalcanti – Psicóloga

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