Por que as pessoas que mamaram demais ou de menos, têm dificuldade para emagrecer?

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Por que as pessoas que mamaram demais ou de menos, têm dificuldade para emagrecer?

12/08/2019
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Você pode estar achando que a conexão entre amamentação e dificuldade de emagrecer diz respeito à sua relação com a comida, mas não se trata exatamente disso.

Normalmente, as pessoas acham que o problema de quem não consegue emagrecer é não conseguir parar de comer.

Se você vive esse drama, você sabe muito bem como é se comprometer com a dieta, decidir afastar as guloseimas e priorizar refeições balanceadas. Você sabe como é sofrido cumprir esse plano e muitas vezes, você até consegue começar, mas lá pelas tantas quando se dá conta, pronto! A barra de chocolate foi devorada!

Automaticamente você se culpa e se sente incapaz de seguir um plano alimentar. Isso aumenta a sua dor e faz com que outras barras de chocolate sejam devoradas num espaço curto de tempo, confirmando cada vez mais, a percepção de que você é incapaz de emagrecer.

Se algo semelhante acontece contigo, a primeira coisa que você precisa mudar no seu pensamento é a ideia de que você nunca vai emagrecer porque não consegue ficar sem comer, principalmente, ficar sem comer guloseimas.

Sabe por que você acha que não consegue ficar sem comer guloseimas e por isso nunca vai emagrecer?

Porque você acredita que para emagrecer você precisa parar de comer as ditas guloseimas.

– Ah… Laura… Fiquei confusa!

– Que ótima notícia! Adoro quando isso acontece. Ficar confusa é o melhor sinal de que você está disposta a mudar seus pensamentos. Até porque, se você continuar pensando e fazendo a mesma coisa, nada vai mudar. Acolha seu estado confuso… Você está no caminho certo. Primeiro tudo fica bagunçado e depois tudo vai para o seu lugar.

Que fique claro -> Para emagrecer você não precisa parar de comer.

Agora, vamos voltar para a questão da amamentação.

Nesse período, o bebê é radicalmente dependente do adulto, e esse adulto, em geral, é a mãe. O mundo do bebê é a mãe e ele experimenta o novo ambiente colocando tudo na boca. Inclusive o peito…

Nesse momento, biologicamente falando, está ocorrendo a mielinização da medula espinhal na região cervical, assim como foi explicado no artigo O formato do seu corpo revela como a sua mente funciona. O bebê está ganhando novas sensações e, de forma inconsciente, reage a tudo isso, a partir da sua oralidade. Por isso coloca tudo na boca.

É também nesse momento que ele experimenta a sensação básica do abandono.

Calma… não se assuste. Isso não quer dizer que a mãe abandona o seu filho, mas o bebê se sente abandonado e vou te dizer por que.

Nessa época o bebê não tem a linguagem para comunicar suas necessidades e aí o que ele faz? Literalmente, bota a boca no mundo. Chora, chora muito… chora a cada necessidade.

E a mãe… com toda sua dedicação tenta adivinhar o que seu filho precisa. É comum, num primeiro momento, associar o choro à fome. Ela dá o peito… mas nem sempre a necessidade é essa. A mãe, coitada… verifica se é fralda suja, se é cólica, se é um monte de coisa, mas nem sempre ela consegue adivinhar o que o filho precisa.

Isso significa que muitas vezes, muitas vezes mesmo, o bebê não tem a sua necessidade suficientemente atendida, por mais dedicada que seja essa mãe. É impossível adivinhar toda e qualquer necessidade do bebê. Isso é um fato!

Se você for mãe, nem pense em se culpar… você fez o que foi possível.

A sensação básica de abandono que o bebê experimenta é a forma como ele vive aquele momento, entende? Querendo ou não querendo, todos nós passamos por essa fase de mielinização da medula espinhal. Portanto, todos nós passamos pela sensação básica do abandono.

E o que isso tem a ver com mamar demais ou de menos?

Aqui está o detalhe… 

O bebê que passou por essa fase e viveu a dor do abandono de forma mais intensa, normalmente foi um bebê que teve no peito a sua fonte maior de oferta ou de privação.

Exemplo 1: sabe aquela mãe que na dificuldade de entender o que o bebê precisa, sempre que ele chora, ela dá o peito e o bebê se acalma? Nesse caso, a criança entende que toda vez que ela tiver uma necessidade e ganhar o aconchego do peito, o mundo dela vai ficar bem. 

Para garantir que ela fique bem e seja atendida sempre, o cérebro manda um comando para a formação do corpo do bebê. Esse corpo vai ganhando formas mais arredondadas, e por isso mais convidativas para receber o colo que precisa.

Pensa aí… um bebê fofo dá vontade de colocar no colo, certo?

É isso que acontece nesse período da vida. O corpo fica redondinho para ficar fofinho e garantir o cuidado que precisa e para garantir que não seja abandonado.

Exemplo 2: ao contrário, quando a mãe não oferece o peito para atender todas as necessidades do bebê ou oferece o peito sem a presença carinhosa e afetiva, o comando do cérebro emite a mensagem para o corpo aparentar a falta que esse bebê sente. Quando esse bebê cresce, torna-se uma pessoa com aquela conhecida aparência da “falsa magra”. Parece magra, mas não é… vou falar mais sobre isso, eu outra ocasião.

Tanto o exemplo 1, quanto o exemplo 2, diz respeito à pessoas que viveram o período da amamentação de forma mais intensa. São pessoas sensíveis que precisam de contato e afeto. São aquelas que sentem tudo à flor da pele, choram por qualquer motivo ou por motivo nenhum. E o mais importante, são pessoas que estão sempre no risco de viver a dor do abandono. 

E o que tudo isso tem a ver com dificuldade de emagrecer?

Primeira coisa, vamos lembrar que parar de comer não é a solução.

A solução está em reconhecer as mensagens que o corpo sinaliza que, nesse caso apresentado, o sinal é a dor do abandono.

É essa dor que você precisa cuidar. Ela se manifesta na vida adulta de formas diferentes, mas para quem vive essa dor, o risco de sentir o abandono é terrível. 

Detalhe… se essa dor não for cuidada, pensa comigo… qual a saída para essa pessoa quando ela está mergulhada nessa dor? A saída é comer.

Por isso é tão difícil manter qualquer plano alimentar.

Se essa dor permanece, em algum momento, você vai buscar na comida, o preenchimento desse abandono.

Faz sentido pra você?

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4 Replies to “Por que as pessoas que mamaram demais ou de menos, têm dificuldade para emagrecer?”

Clara Klein

Faz total sentido Laura!!!

laurablog

Clara, fico feliz que tenha feito sentido pra você!

Vera Lúcia de Souza e Lima

Olá Laura,
Considerando que existe oral do excesso e oral da falta, o que fazer quando o oral do excesso emagrece? O buraco ou a sensação de abandono continua lá?
Ou a possibilidade de emagrecer preenche o buraco?
Muito obrigada pelas suas publicações.
Abraço

laurablog

Vera, quando a oral do excesso emagrece, é sinal de que está usando seus recursos, ou seja, está construindo a possibilidade de vínculos e conexões. Sendo assim, deixa de se sentir abandonada e passa a se sentir nutrida. Na falta dessa nutrição de conexões, ela entra no sofrimento e aí sim, busca a comida para suprir sua falta.